Essas são algumas das fotos tiradas pelo amigo Vanderson Atalaia para a nossa divulgação. Em breve disponibilizaremos nossos sons na rede pra galera curtir (ou não). Por hora deixo vocês com algumas imagens que servirão pra demonstrar o charme e beleza dos integrantes da banda e o sarcasmo do baixista (esse humilde blogueiro que lhes escreve). Aproveitem!
Depois de ter postado um texto falando sobre ficar mais velho, achei que ilustrar um pouco do que eu disse nele postando algumas fotos em que eu e meus amigos (pelo menos uma parcela deles) celebrávamos meu aniversário com cerveja, jogatina, risadas e muito amor rs.
Foi uma noite memorável: primeiro fui ver o show de umas das minhas bandas prediletas e logo depois partir madrugada adentro rumo à diversão e a embriagues.
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Agradecimentos especiais aos que compareceram em corpo e espírito. Valeu =]
Esse é o baixista mais "poker face" do rock nacional rs.
Muito grunge essa rs.
Da esquerda pra direita: O namorado da Tally, cujo nome não me recordo, a minha querida amiga Nicole, Hidemi, eu, Vanderley e Tiago (vulgo "gão") (foto por @TallyFernandes )
Us mano da quebrada. Salve!
Papo com completos desconhecidos é um efeito colateral da cerveja.
Impossível para alguém alcoolizado fazer um auto-retrato que preste. O que vale é a intenção.
Pensou que me pegaria desprevenido, mas deu tempo pra uma pose de malandro. (foto por @TallyFernandes )
Esse cara ai de costas pra câmera não estava com agente, mas eu gostei da foto. (foto por @TallyFernandes )
A galera faz mó pose com os tacos na mão, mas jogar que é bom nada! rs (foto por @TallyFernandes )
Se ficar mais velho for mesmo uma arte eu tenho muito treino pela frente, pois não me sinto um artista e ainda existem farpas na minha mente que não consigo remover sem maiores danos. Um bom exemplo disso, talvez o melhor deles, é que me preocupo e me cobro de mais por não alcançar certos objetivos auto impostos na tentativa de alcançar padrões sociais sem sentido, como bens de consumo e estabilidade financeira. Pode ser que tais falhas sejam sanadas com o tempo e pode ser que não, prefiro acreditar que sim, pois se não for pela sabedoria a velhice perde o seu encanto.
Nesse final de semana eu completo vinte e quatro anos (sem piadas infames, por favor) e mesmo sendo ainda jovem não consigo parar de pensar em como perdi tempo, pois vinte e quatro anos passam voando assim como os mais velhos sempre me disseram e eu nunca dei a devida atenção. Tantas coisas que eu gostaria de ter feito, outras tantas que gostaria de ter dito. Quantas vezes voltei pra casa com aquela sensação de que faltou alguma coisa eu já perdi a conta e sem dúvida terei outras chances pra desperdiçar, mas como diz um ditado oriental “o peixe perdido sempre parece maior aos olhos do pescador”
Depois que atingi a maioridade todo o ano tem sido a mesma coisa: depressão antes e pós aniversário e tentativas frustradas de esquecer que estou envelhecendo cercando-me de amigos e virando todos os copos que encontro pela frente. Nem preciso dizer que o resultado é desastroso. Acho que as festas de aniversário foram feitas pra isso mesmo, distrair o homenageado da derradeira verdade: ele está ficando mais velho e não há nada que possa ser feito a respeito.
Para a maioria das pessoas, comemorar a data de seu nascimento significa um ponto a mais no placar do jogo contra a vida, é como se esse ano que foi superado sem nenhum arranhão ou quase nenhum fosse uma vitória sobre as adversidades, outras preferem abster-se das festividades e passar essa data tão especial refletindo sobre o que passou e o que ainda está por vir, quanto a mim prefiro fazer um pouco dos dois.
Fazer planos é algo muito natural e nessa época do ano é que eles vem com toda força junto com as lembranças e esperanças, mesmo para aqueles mais pessimistas como eu. Sinto uma grande vontade de abraçar meus amigos e familiares e dizer o quanto todos são importantes pra mim, provavelmente porque fico carente de atenção quando faço aniversário ou talvez por que isso simplesmente seja verdade.
Após esses rápidos vinte e quatro anos de existência, por mais que eu não tenha realizado grandes feitos que marquem para sempre a minha passagem pela terra, conquistei muitas coisas importantes como novas amizades, experiências que me ajudaram a descobrir mais sobre o mundo e as pessoas que me cercam, vivi intensamente todas as minhas decepções e delas tirei o mais importante que é a aprendizagem, cada paixão que desperdicei, cada pedra em que tropecei, todos os beijos e abraços, todos os porres e ressacas, as brigas, as risadas, as perdas e ganhos, todas as conversas descontraídas nas tardes de domingo, as viagens, os amores, todas as musicas, os silêncios constrangedores, cada por do sol, cada onda do mar, as reuniões de família, trens lotados, troca de olhares, todas as coisa que ganhei e as que ficaram pelo caminho, enfim todas as experiências que fizeram e fazem parte do que sou hoje são de igual importância e carregarei pra sempre comigo, guardando espaço para aquelas que ainda estão por vir, assim como os mais velhos me aconselham . Àqueles que estiveram comigo, que viram com os próprios olhos a construção desse humilde escritor que vos fala, que se lembraram de mim não só no dia em que nasci, mas que estavam sempre por perto quando precisei e que caminharão comigo daqui pra frente eu só tenho a agradecer e por isso dedico a vocês esse texto.
Parabéns pra mim, parabéns a vocês, parabéns a todos nós e, de coração, muito obrigado por existirem! =]
Música: Self i am
Artista: Bhon & Elaquent
Álbum: Self i am (2008)
A partir do próximo, todo post terá uma música especialmente selecionada para incrementar o conteúdo e ajudar a descer mais redondo. Afinal de contas tudo fica melhor com música inclusive esse humilde blog que vos fala, caros amigos.
No início desse mês fui visitar a exposição “O mundo mágico de Escher”, que ainda está rolando no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) pra conferir de perto algumas da obras que eu admiro desde que as vi pela primeira vez e, me arrisco a dizer, estão entre as mais influentes da história da arte.
A noção de perspectiva e ponto de fuga completamente inovadoras de Escher sempre me chamaram a atenção, mas depois de ver com os próprios olhos a riqueza de detalhes que é de encher os olhos e a criatividade abundante com que as obras foram concebidas me fizeram admirá-lo ainda mais, sem dívida vale a viajem.
Segundo as informações contidas no site do centro cultural, “a mostra reúne 94 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista” e “vai de 19 de abril a 17 de julho”. A entrada é gratuita, então corre lá que ainda dá tempo.
Para mais informações sobre a exposição clique aqui.
Para mais informações sobre o artista clique aqui.
O prédio do centro cultural é bem legal visto de dentro, é um show a parte.
Bela mulher, bela obra.
Impossível não parar em um desses para-peitos do interior do prédio. Realmente muito bonito.
Dá pra ficar horas olhando esse quadro (que deve medir mais ou menos 2,5m de altura). São muitos detalhes de uma vez só.
Essa foto não é de nenhuma obra de Escher, é uma miniatura do prédio do CCBB. Achei interessante.
A exposição é bem frequentada rs
Essa obras seguem mais ou menos o mesmo princípio dos "tazos magic", tá ligado?
Um pequeno detalhe de um quadro maior do que eu.
Visto de frente.
Visto de lado.
"Compre batom"
Quando eu contar disser "três" você vai virar uma galinha.
A criançada viajando nos desenhos do cara.
Na parte da exposição onde estão as gravuras originais não é permitido fotografar, mas para você não ficar na vontade aqui vai um link (clique aqui) com algumas das obras que estão expostas no CCBB. Aproveite =]
Agora a pouco, a mais ou menos um ou dois minutos, perguntei para um amigo que também escreve e que acabara de me mandar algo escrito por ele como é que se faz para produzir textos em escala industrial, assim como ele faz e, logo em seguida, esperei receber uma resposta óbvia, diplomática que tentasse abrir meus olhos para a infinidade de possíveis crônicas que o mundo a minha volta me oferece, mas em vez disso ele me surpreendeu dizendo: “É isso ou o suicídio!”. Fiquei pasmo com o fato de que uma frase simples, carregada de sarcasmo, ironia e uma pitada de melodrama surtiu sobre a minha criatividade o mesmo efeito de um tapa na cara.
De certa forma eu não estava totalmente errado, pois o que ele me disse também diz respeito às coisas que nos cercam, sendo que não há nada mais eficaz quando se quer induzir alguém ao auto flagelo do que criar e expor essa pessoa a um ambiente que a sufoque, que torne árdua a luta pela conquista do próprio espaço, não apenas físico, mas também mental, que impeça que o espírito criativo corra livre por ai. Para que eu pudesse entender ou despertar em mim um sentido para tais palavras era preciso, em primeiro lugar, estar no estado de espírito adequado, que no meu caso se tratava apenas da busca pela chave certa para o cadeado que encarcerava minha criatividade, papel esse que a frase do amigo em questão exerceu com maestria.
Acredito que todos tenham uma válvula de escape que sempre auxiliará na necessidade de dar vazão aos sentimentos e/ou emoções que nos acompanham e que de vez em quando aparecem para nos atormentar, só que para que esse artifício possa ser útil é preciso que as condições favoreçam, o que muitas vezes não apenas a nossa rotina, mas o modo como vivemos as nossas vidas obstrui a passagem por onde saem o que queremos externar para nos sentirmos mais leves, mais vivos, seja qual for a saída.
Como resposta ao meu amigo eu disse “então escreva como se sua vida dependesse disso”, porém eu não tinha dimensionado o que acabara de dizer e conseqüentemente não me dei conta do quanto estava certo.
Gostaria de agradecer ao meu amigo Rafael pela inspiração involuntária e por ter me tirado de um limbo criativo que já durava algumas semanas. Obrigado.