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terça-feira, 12 de abril de 2011

Sem tempero nem dimensão - parte 1


Sobre o título

Como é difícil traduzir em palavras o quanto se gosta de alguém, principalmente se a pessoa em questão for tão complexa, tão cheia de pormenores que se torna quase impossível, ou pelo menos improvável, descrever o que se sente por ela. Assim são meus amigos, meus familiares, enfim, todos aqueles que amo. O que sinto por todas essas pessoas que me fazem querer ser uma pessoa melhor é tão profundo e tão intenso quanto a essência que eles carregam dentro de si, de forma que as imagens que uma câmera fotográfica faz não são suficientes para reproduzir tudo aquilo que eles representam pra mim, pois são apenas reproduções , mas vou fazer o melhor que eu puder.

Esse será o primeiro post da série “Sem tempero nem dimensão”, onde tentarei mostrar ao mundo essas pessoas de que tanto gosto sob a minha ótica. Espero que você, meu estimado leitor, aprecie essa minha singela homenagem.



Meu um metro e pouco de pura luz do sol: Dani.










Flor de lotus.


Olhar sem-ameaçador.


Hmmmm..deixa eu ver.




A morte lhe cai bem.


=D


E ai mano, vai encarar?!


C'mom baby let my fire



Dancing with myself oh oh

Captei essa num momento único, só não posso revelar o contexto rs

Meio mulher, meio maquina.

Contra o espelho.

Luz, muita luz!

Na maciota (ninja style)

Num momento de euforia (dance!)
Esse sorriso que eu tanto gosto.
"Talvez o sonho esteja apenas dentro do coração de cada um, esperando para se manifestar enquanto não caem todas as máscaras" Daniela Schulios Dell'Isola

terça-feira, 5 de abril de 2011

Andar descalço

Sabe aquele lance de “a beleza da vida está nas pequenas coisas”? Então, pra mim nunca fez muito sentido mesmo sendo uma frase que parece esconder algum significado, talvez seja eu o problema, porque me parece uma mensagem tão simples de ser assimilada que é possível que eu a ignorasse justamente pela sua simplicidade ou quem sabe seja por culpa da minha dificuldade em estabelecer o que é “pequeno” no que diz respeito a minha existência.  Não posso negar que sinto um prazer inexplicável ao me sentar na frente desse humilde computador, de onde escrevo as merdas que meus amigos (e só eles) lêem, ou quando aprecio meu mundialmente famoso sanduíche de geléia de morando com creme de amendoim, se existem prazeres menores do que esses eu não sei, mas me parecem pequenos o suficiente para se encaixarem nessa categoria.
Um prazer que não custa (quase) nada: desenhar.
Pensando melhor, acho que me tornei um megalomaníaco sem perceber, pois por não realizar grandes feitos como gostaria, tipo, uma boa carreira profissional na área em que almejo, eu me cobro demasiadamente e sem necessidade, ou seja, o problema não é a mensagem e sim o seu receptor, no caso eu. Às vezes me flagro pensando em como minha vida seria melhor se eu fosse outra pessoa, talvez mais bonito, mais inteligente, mais rico, em melhores condições afinal de contas. E estando nessas condições, imagino como tudo seria mais fácil e como as minhas perspectivas sobre certo e errado, bonito ou feio, importante ou irrelevante, enfim tudo isso mudaria e talvez minha visão do mundo, sendo completamente diferente, me faria um cara menos complexo já que quem é bonito e rico não precisa se preocupar com mais porra nenhuma nesse mundo injusto em que me colocaram. Infelizmente não nasci em berço de ouro, muito pelo contrário, tampouco tenho esperanças de me tornar um milionário, por tanto fica difícil saber como funciona a mente das camadas mais abastadas da sociedade, eu só posso imaginar. Fico idealizando o quão maravilhoso deve ser matar o tédio de uma tarde qualquer viajando para a Europa, ir às baladas mais legais do mundo sem ter que ficar fazendo contas mentais pra saber o quanto posso beber, sentar numa mesa de restaurante e pedir o que me der na telha sem se preocupar em olhar os preços do cardápio, poder voltar de taxi pra casa quando o álcool não me permite caminhar com a mesma desenvoltura de uma pessoa sóbria, enfim seria de mais.
Todas essas coisas que não posso fazer por conta da minha atual e provável constante condição financeira parecem sonhos distantes pra outros como eu, mas essa é a realidade de muita gente por ai e por mais que para nós, meros mortais, a vida de um endinheirado pareça fútil e vazia eles também têm suas preocupações, para eles as “pequenas coisas” são completamente diferentes, mas elas existem disso eu tenho certeza. Embora meu bolso permaneça sempre vazio eu procuro desfrutar da vida com mais simplicidade, sabe? Não que eu não queira dinheiro, muito pelo contrário, porem ainda consigo extrair prazer da singela experiência de andar descalço dentro de casa, nada melhor. Talvez seja disso que se trata a famigerada frase: os prazeres da simplicidade.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Muita figura e pouco texto - parte 1

Nesta última terça feira (29/03) eu estive lá no Studio Sp na companhia da minha querida amiga Mari para ver três shows (Bicicletas de Atalais, Apanhador Só e Jair Naves), dois deles muito bons. A melhor parte é que não pagamos nada por isso e demos até entrevista na porta do rolê.
Ficar muito tempo em casa tem feito parte da minha rotina, eu estava precisando sair um pouco e a promessa de boa música, rever amigos (uma amiga, na verdade) e apreciar uma boa cerveja não é algo que eu costumo ignorar, então lá fui eu destemidamente desfrutar desses prazeres que a vida me oferece.
Eu sinceramente não esperava encontrar o lugar tão cheio em plena terça feira, mas a grande quantidade de pessoas no recinto não foi nenhum incomodo, muito pelo contrário.
Saí de casa na expectativa de ver um show legal a acabei levando um de brinde, eram três bandas na verdade, mas uma delas não me agradou tanto (não citarei nomes para não magoar ninguém).
Eu sinto que deveria discorrer mais sobre os acontecimentos da noite, porém a minha preguiça e o sono me dizem que é melhor deixar pra outra oportunidade. Por hora eu prefiro contribuir apenas com algumas das imagens que registrei durante o evento, e devo acrescentar que muitas vezes  eu não conseguia me decidir se pulava e sacudia o esqueleto ou se mirava as lentes ( da câmera e dos óculos) para o palco, acredito que isso seja um indicador de que o show estava muito bom.

Mandando ver na distorção. Pau na máquina!

Um pouco de minimalismo não faz mau a ninguém.

Gosto muito dessa luz no estilo "puteiro", saca?

De olhos bem fechados.


Um belo tom de verde pra alegrar.

Concentração.
Uma das poucas em preto e branco e sem pretenções publicitárias.




Esses caras elevaram o conceito de "instrumento exótico" a outros níveis. Show incrivel.

Gostei de ver, ou melhor, de ouvir esses caras fizeram com todos esse pedais. 

Um mero detalhe (não fumem, crianças!)

Cara, brizei demais nessa música, só gostaria de lembrar o nome.

Paparazzi.

Minha intenção era fazer algo mais espontâneo, mas acho que rolou um "diga xis" por telepatia. Aliás, dois belos sorrisos.

Desse baixo ai já sairam muitas notas que me fizeram feliz, e nessa noite não foi diferente.


Toca Raul!

Moda de viola.

Levemente despenteada, mas linda como sempre.

Sempre lembro da música do danoninho.

Explorando ângulos.

São tantas emoções.

E quem foi que disse que o Ian Curtis morreu? rs

Mandando ver no solo.

Um pouco daquela performance que nos estamos acostumados.

Esse dedo em riste me lembra os velhos tempo de ludovic. Ê saudade! 

Intenso, muito intenso.

Gostei muito dessa.

Com o último suspiro da bateria da minha câmera eu fiz essa  que encerrou minha participação fotográfica do dia. Sorte de fotografo principiante.
É provável que esse post continue......veja bem, eu disse "provável".